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A Síndrome dos Pais Com Sorte e do Bebê Calmo

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Meu filho, Dante, já está com 9 meses de vida. Caramba, como o tempo voa! Parece que foi ontem que todos nós fugimos do hospital (não captou? Leia mais em Morte do Paizinho, Nascimento da Vírgula!), mas agora meu bebê já está muuuuito grande. Na verdade, é um bebê completamente diferente daquele que escapuliu do hospital com a gente.

Enquanto pai apegado, é comum ouvir todo o tipo de baboseira na rua, principalmente de pessoas estranhas. Mas de todas as baboseiras, uma delas se destaca porque não é exatamente uma baboseira que critique a maneira que criamos o nosso filho. Na verdade, é uma baboseira que acaba sendo um elogio ao nosso estilo de criação, e o engraçado é que essas pessoas não fazem a menor ideia de que estão nos elogiando por esse motivo. Se tem algo que eu ouço muito na rua é isso:

– Nossa, como vocês têm sorte. O bebê de vocês é muito calminho!

Existem algumas variações, mas todas elas giram em torno de como nós somos sortudos:

– Puxa, vocês são sortudos. O bebê de vocês nem chora!

E, às vezes, ainda complementam com um:

– Mas olha, dizem que quando o primeiro é assim, o segundo vem para arrebentar!

Arrebentar? Arrebentar de alegria? Arrebentar de emoção? É a cultura da visão negativa sobre a criação tentando minar a confiança dos pais, antes mesmo de se cogitar ter um segundo filho. Quem não tem uma boa confiança naquilo que faz, pode até ficar balançado com esse tipo de declaração. E foi pensando nisso que eu resolvi escrever esse post.

Em primeiro lugar, eu não tenho sorte. Nunca tive, nem vou ter. Eu sou aquele cara que nunca foi ganhou no bingo, aquela criança que nunca teve a cartinha lida pela Xuxa, a pessoa que sempre perdeu no pedra, papel e tesoura. Portanto, se eu realmente dependesse da minha sorte para definir a tranquilidade do meu filho, ele provavelmente não nasceria humano e sim, um diabo-da-tasmânia.

Um bebê criado com apego, como o nosso, é um bebê que tem muitos conceitos e entendimentos desenvolvidos já ao longo dos primeiros meses de vida, com seus pais atendendo consistentemente às suas necessidades, de forma sensível e amorosa. Em outras palavras, os bebês apegados têm, em geral, as seguintes características:

Comunicação melhorada

Tudo na vida trata de comunicação. Quantos casais não entram em crise por problemas de comunicação? E, olha, são adultos que sabem falar! Para os bebês, a comunicação é algo a ser aperfeiçoado ao longo dos meses, de forma que os pais consigam entender a necessidade do bebê em cada situação. Com o passar do tempo, os pais aperfeiçoam essa “leitura” e conseguem diferenciar quando o bebê está com fome, sono, ou qualquer outra coisa. Por outro lado, o bebê, cuja única ferramenta de comunicação é o choro, começa a ficar mais confiante na sua capacidade de se comunicar com os seus pais. Ele confia tanto na sua capacidade de se comunicar, como na capacidade dos pais em atender suas necessidades.

Atendendo prontamente o seu bebê desde os primeiros meses ajuda ele a criar pequenas imagens mentais. Ou seja, se ele tem fome, chora e a mãe já amamenta-o, o bebê consegue associar aquela sensação boa como uma solução à necessidade dele. Consequentemente, o bebê percebe que ele não precisa mais atingir o nível de choro completo, porque apenas uma resmungada ou choramingada já são suficientes para passar a mensagem para seus pais.

É como se a mãe (o pai também) e bebê entrassem em sintonia, como se eles se entendessem cada vez melhor. Então, o bebê não precisa mais chorar no último volume para que suas necessidades básicas sejam atendidas. Com o Dante é assim, ele raramente chora de se esgoelar, como as pessoas tanto abominam. Ele reclama, dá uma choramingada e pronto, nós meio que já sabemos o que ele quer. Se ele chora pra valer, então sabemos que tem algo realmente errado acontecendo.

A comunicação é eficiente, o vinculo é forte e o conhecimento mutuo é grande.

Sentimento de segurança

Bebês que recebem colo quando precisam, que têm os pais sempre próximos, dispostos a prover um cuidado consistente e amoroso, são bebês mais seguros, de maneira geral. Eles não costumam ficar inseguros em lugares desconhecidos ou perto de pessoas desconhecidas, porque eles sabem que seus pais estão ali, disponíveis, sempre que precisarem.

O Dante sempre foi um bebê muito sociável, nunca reclamou de pessoas diferentes e sempre curtiu ir no colo de outras pessoas. Tudo bem, talvez ele tenha realmente um temperamento que propicie isso, mas o fato de que ele é criado com apego acaba acentuando essa característica dele. Ele sabe que não precisa ficar com medo de ir no colo de outra pessoa, pois a mãe e o pai sempre estão por perto. Ele não tem que se preocupar com a mãe se separando dele.

Até durante a noite, quando cuidar do Dante é facilitado pelo fato de praticarmos cama compartilhada, ele também sabe tem aos pais quando precisa, mesmo quando o sol se põe. Tudo isso ajuda o bebê a criar esse sentimento de confiança em seus pais, permitindo que ele se sinta mais confiante no mundo.

 O estado de alerta tranquilo

Você já deve ter visto alguns bebês assim por aí. São bebês que parecem estar em um estado de alerta tranquilo, capazes de observar e absorver as informações do meio em que estão, só que de maneira serena. Não são bebês tensos, olhando de um lado para o outro, ao contrário, eles olham para todos os lados, mas demonstram uma expressão muito tranquila. Essa é uma característica de sling.

O babywearing tem inúmeras vantagens, e uma delas é a de proporcionar que o bebê esteja em ao mesmo tempo acolhido e seguro pelo pai ou mãe, e em uma posição favorável para observar o mundo. Um bebê de sling (ou qualquer outro carregador) é um bebê que consegue observar e aprender sobre o ambiente em seu máximo potencial, pois ele não está preocupado em ficar longe dos pais, muito menos olhando para o céu, se estivesse em um carrinho. Ele tem a mesma visão dos pais e consegue observar muito mais coisas interessantes.

 

Agora, é claro que cada bebê é um bebê, e tudo depende muito da personalidade de cada um, mas o que acontece é que, de uma maneira geral, bebês criados com apego normalmente são mais calmos e não costumam chorar para tudo, com exceção de alguns bebês como, por exemplo, os bebês high-need. Bebês high-need são bebês com necessidades mais intensas que a maioria dos bebês. Eles necessitam de mais contato, mais colo, mais peito, mais tudo, e são nesses casos que a criação com apego realmente brilha, pois esses bebês terão pais realmente sensíveis às suas necessidades.

Eu chamo isso de síndrome de pais sortudos porque cada vez mais vemos exemplos parecidos. Os pais sortudos estão se espalhando por aí, com seus bebês calminhos. O mundo pode até não saber os reais motivos disso tudo, mas o que importa é que esses bebês que são sortudos em ter pais apegados.

Diga olá ao Dante, meu bebê apegado feliz.

Thiago Queiroz

Sou Thiago, marido e pai. Também sou outras coisas, mas praticante mesmo, só marido e pai. Meu filhos, Dante e Gael, nasceram em casa e, desde o nascimento do Dante, mergulhamos no ativismo pelo parto e pela criação com apego. Hoje, sou líder do grupo de apoio para criação com apego: API Rio, e também educador parental certificado para disciplina positiva.

45 Comentários

  1. Adorei o texto, muito bem escrito. Concordo plenamente com tudo.

  2. Convivo com vários bebês que são criados assim e todos são muito mais traquilos que os bebês “de fora”. A maioria realmente praticamente não chora.

  3. Concordo com vc. Vejo muitos exemplos de crianças que passam muito tempo sem ver os pais que trabalham o dia todo e infelizmente parece que as crianças ficam mais dificeis e extremamente agitadas, o que talvez seja a ansiedade de separação pulsando, não sei…só sei que por aqui, quanto mais apegada estou ao meu filho, mais doce e “calmo” ele se torna…

  4. q esclarecedor esse texto, levei minha filha de 7 meses na pediatra essa semana ela disse q minha filha era tão calma,e tranquila q no consultório dela isso ñ era NORMAL,fiquei pensando q minha filha era anormal rsrrsr….mas ja tinha comentado com meu marido q concerteza tudo isso é fruto de uma criação com amor… adorei o texto thiago……

  5. O texto está tão encantador e ao mesmo tempo tão verdadeiro.Sempre ouví isso,e sempre pensei exatamente como vc.E também,já escutei algumas opiniões duvidosas como ''deixar chorar que uma hora para…''' ou '' vc vive para atender as necessidade de imediato,a vida não é assim'' sempre com tristeza ao ouvir tamanha ignorância.Hoje,o bebê calminho está com 4 anos.E tem uma personalidade dócil,amorosa,companheiro de todas horas…porém,começaram a aparecer traços de rebeldia e uma vontade própria que as vezes me faz perguntar ''onde está aquele bebê que sempre foi tão calminho?!" será que é tudo normal?passa?volta a ser como antes?!sugiro post de crianças nessa fase que possam tranquilizar meu coração!grande abraço!!sucesso e obrigada desde já 😉

  6. São pais sortudos sim. Pratico a criação com apego modelo “roots” (parto em casa, LD, amamentação prolongada, cama compartilhada, colo e etc) e minha primeira filha era considerada “the tasmanian devil”! Mamava o dia todo e a noite toda. Era chamada de tele-sena (de hora em hora…). Acho que é sorte mesmo! Faço td igual com a segunda filha e ela é muito diferente da mais velha. Sorte minha!

    • Oi, Cath! Obrigado por participar!

      Eu acho que é uma questão de ponto de vista. Se você considera que um bebê com uma personalidade mais “easy-going” é sorte dos pais, então sorte será. O meu propósito aqui é mostrar que, dentre todos esses fatores, a maneira com que o bebê é criado pode influenciar, sim, em como ele interage. E pelo que você descreveu da sua primeira filha, parece que ela era high-need, não? Durante os primeiros meses, a gente também achou que o Dante era high-need, pois ele passava praticamente o dia inteiro “plugado” no peito da mãe, e demandava bastante da gente. Só que hoje, aos 9 meses, ele já está muito mais tranquilo.

      • O problema não é apenas ficar plugada. Assim, minha segunda está com 5 meses e mama o dia todo, mas dorme. A noite ela mama a cada 2h, mas tá bom! Laura, a mais velha que hj tem 5 anos não chorava. Ela urrava. Era 40 minutos no peito, 40 cochilando durante a noite (até os 5m só cochilava no colo, com alguém balançando ela). Durante o dia só cochilava se eu andasse com ela no colo ou no sling. Carrinho, bebê-conforto, cadeirinha, bumbo ou se ficasse parada ou sentada ela urrava. Eu não conseguia comer, tomar banho, trocar de roupa ou escovar os dentes, pq ela urrava até perder o fôlego. Qdo começou a engatinhar (aos 5m15d) melhorou um pouquinho, pq eu conseguia escovar os dentes. Mas não conseguia fazer absolutamente nada em casa (como cozinhar ou arrumar, limpar). Com 9 meses ela começou a andar, o choro diminuiu, mas eu tinha que ficar atrás dela. Soluções para noites sem choro não fez nem cócegas! Harvey Karp tb não. Qdo ela tinha 1a8m, após bater o carro pela segunda vez por dormir enquanto dirigia, fizemos o desmame noturno, com choro assistido, nossa, foi horrível, mas foi a única coisa que melhorou um pouco. Hj laura ainda chora. Por qualquer coisa. Por isso tudo eu considero sorte! Nossa Penélope (a mais nova) é totalmente diferente! Mama muito, mas até aí eu não considero uma característica de bb high need. São todos os fatores acima, rs! Eu acredito na criação com apego, mas acredito em sorte tb!

  7. Cara, ótimo texto! Não tenho nem muito o que comentar, porque rolou uma identificação total. A minha filha, Clara, tem a mesma idade do Dante e é exatamente igual. As pessoas ficam até surpresa pela simpatia e por ela ir para o colo de "estranhos" tranquila. O que as pessoas não entendem é que ter filho é doar-se ao máximo e dar carinho, amor, afeto e muito colo todo momento que o bebê pedir e quando não pedir também. O Sling e a cama compartilhada, dá uma tranquilidade não só para o bebê, mas para os pais que possibilita você saber que seu filho está descobrindo e explorando o mundo de forma segura e tranquila.
    Que cada vez mais mães e principalmente pais sejam igual a nós.

    Abraço.

  8. Eu acredito, sim, q a criação com apego resulte em bebês mais calmos: mas não em comparação com outros bebês, e sim em relação a eles mesmos. Cada bebê é um universo e já vem com o seu pacote completo (de experiências, personalidade, expectativas, de todo contexto q os rodeia…). Agora o q todo o ser humano tem em comum? Todos querem ser tratados com amor e respeito, e essa é justamente a base da criação com apego. Como não entender/atender um bebê poderia resultar em um indivíduo mais tranquilo? Impossível.

    Por isso é importante compreender q a prática da criação com apego é mais q um conjunto de princípios com promessas de resultado para chegar num determinado fim. É na verdade um meio de viver, de curtir os filhos, de criar com respeito, empatia, conexão e atenção; e onde a maior (e única) fórmula é o amor.

    Parabéns, Thiago, pelo texto e pelo Dante 🙂

    Abçs,

  9. Existem bebes high need, medium need, no needs, curiosos, sorridentes, serios, autonomos, militantes, rs… apoio a criacao com apego, mas nao por deixar bebes calminhos! Por deixar bebes serem o que eles querem ser, com amor. Nao gosto dessa postagem, mas respeito! Beijos!!!

    • Oi, Elisa! A ideia do post foi justamente essa. O grande mote da Criação com Apego não é deixar bebês calminhos! Se fosse, eu não seria militante dela, hehe. Mas é fato que a CA (Criação com Apego) auxilia os bebês a sentirem-se mais seguros, pois eles sabem, por exemplo, que suas necessidades sempre serão prontamente atendidas e que, sempre que precisarem, terão um cuidador disposto a ajudá-los.

      CA não é uma maneira de adestrar ou condicionar filhos, é uma maneira de enxergar a criação (e o mundo, no limite) com um olhar empático e afetuoso.

      Beijos!

  10. Adorei!
    Apesar de não concordar plenamente, Thiago.
    Considero a minha criação também com apego. Costumo dizer que a minha maior qualidade como mãe é a disponibilidade. Sim. Eu fico em casa com minha filha de 1 ano e 2 meses. Mas é uma disponibilidade que ultrapassa e muito a questão física. É uma disponibilidade de alma. Minha filha precisa, eu estou ali. Eu sou dela integralmente, apesar de alguns criticarem isso. Meu marido também é dela. A gente ama, educa, diz não, mas o amor por ela é sempre o nosso norte em tudo.
    Manu nasceu chorona (demais!), mas com 1 mês e alguns poucos dias, quando abriu seu primeiro sorriso de verdade, parou de chorar. Não berra pra pedir alguma coisa e não é nada chorona. Nada mesmo.
    Mas, às vezes (poucas), chora bastante para dormir, por exemplo.
    É uma simpatia só, mas não curte ir no colo de pessoas estranhas. Às vezes, vai. Se for com a cara (principalmente feminina), vai feliz da vida. No entanto, normalmente, prefere ficar no colo dos “seus”,
    Acredito que a educação com apego, com disponibilidade, com amor guia sim a criança para alguns caminhos, mas (sei que você ressaltou isso em seu texto também) a personalidade da criança influencia sim no seu comportamento. E nos direciona também em sua criação.
    Acho que é complexo isso.
    Só sei que amamos e que temos de dar nosso melhor para fazê-los pessoas legais e felizes!

  11. Concordo com o que disse. Eu percebo que a maioria das vezes que ele fica mais bravo (e chora por isso) é quando ele acha que não entendemos o que ele estava "falando". Então mesmo se quer fazer ou pegar algo que não pode naquele momento, tenho que mostrar pra ele que entendi o que ele disse e explicar o motivo do meu ato negativo. Mesmo que ele chore, eu vejo que chora menos (e com menos intensidade) do que quando eu nem vejo o que ele quer e simplesmente falo não. E nesses momentos o colo é sempre bem vindo como consolo. Por essas e outras que concordo quando você diz que bebês High-need são beneficiados com criação com apego.

    Ahh. Meu blog é esse: http://www.coresdodia.com
    Na seção Para Você e DIY tem alguns brinquedos para fazer em casa; acho que vocês vão gosta.

  12. Me identifiquei bem com esse texto, com apenas três meses, o Felipe raramente chora… Tipo nem quando teve cólicas, só quando toma as injeções mesmo. Era tanto colo que o carrinho só começou a ser usado agora, pois ele tá ficando muito pesado (7,500kg). Como “técnica” pra ser pego no colo, ele agora dá umas tossezinhas de mentira, se não fica “conversando”… Acho que a gente, pais, avós e tios, dão e deram tanto colo nos primeiros meses que agora o Felipe já se sente bem em ficar sozinho e até pede, do jeito dele pra ficar sozinho, no berço e no carrinho. Sei que é realmente isso, pois ele fica muito feliz, dá muita risada e se cansado dorme sozinho. As “tosses de mentira” vem, a gente dá um colinho, ou conversa se não dá pra pegar, e ele já ri e começa o discurso inteligível dele. Pois as vezes é só isso que ele quer, ver um rosto familiar.Pronto! Dormiu! Estava agora brincando com um brinquedo no carrinho e agora pegou no sono. #partiusoneca

  13. Muito bom.
    Pior é quando dizem que o bebê é “bonzinho”.
    Parabéns pelo blog!

  14. Realmente isso varia de criança para criança, pois meu 1º filho era tão calminho que parecia não ter criança em casa e até hoje com 7 anos ele ainda é super calmo, e tive agora outra filha essa já é super sapeca, e foram criados da mesma maneira com mesmo amor e carinho, então não acredito que o seu filho so vai ser calmo se tiver amor e carinho…vai da personalidade da criança mesmo.

  15. Obrigada pelo texto. Acalmou meu coração. Neste fds fui muito criticada pq minha filha de 3 meses "me faz de besta, me domina, me escraviza, etc ". Disseram tb q eu tenho muita sorte de ela ser simpática e tranquila, mas q é bom eu parar de deixar ela dormir no meu peito, pq ela não será pequena pra sempre!!! MEU DEUS, É TÃO DIFÍCIL RELACIONAREM OS FATORES POSITIVOS?

  16. Li o texto e fiquei com a sensação que estava lendo sobre mim, meu marido e nosso filho. Tenho falado muito sobre isso no meu blog, e com minhas amigas que também são mães… Muito bom seu blog! Virei fã. Abraços.

  17. Então… conheci mto recentemente a criação com apego. E sem saber, já a praticava (feliz por isso). rsrs
    Tenho dois filhos. Isabela de 4 e Isaque de 2. Olha que curioso: as pessoas acham que eles me dão trabalho para dormir, são hiper grudadinhos comigo, gostam de dormir na minha cama, etc, justamente por conta da criação com apego. Mas falam isso com tom de crítica, de acusação. Dizem que eles serão muito apegados a mim. Como se isso fosse ruim…rsrsr

  18. Perfeito! Minha familia… Somos sortudos tbm haha… mas é bem oq vc falou e q sempre me disseram pra.nao fzer…
    se chorar deixa se acalmar sozinho, nao poe na cama, nao balança…. e por ai vai! Mas nosso coração fez tudo ao contrario e da forma certa, passei a gravidez lendo, e ajudou muito!
    Todos os dias, beijo e abraço meu filho, converso e falo as coisas para ele….
    E SEMPRE escuto, que sorte hehehe…
    Abçs em vcs!

  19. Eu pratico a criaçao com apego, estou sempre disponível, faço cama comp, não deixo chorar, amamento há 16 meses em ld, não dei chupetas ou mamadeiras, usei sling, parei de trabalhar por um tempo pra me dedicar a ele, e mesmo assim meu filho é agitado, estranha algumas pessoas, o acho inseguro em alguns momentos. Acorda muito a noite ainda, com 15 meses. Se saio de perto, ele chora. Então, nãoacho q a criação com apego seja a receita ou fórmula pra uma criança calma. Mas sei q vai contribuir muito para a formacão da petsonalidade dele.

    • Você tem razão, Joana. Mas, ao mesmo tempo que a personalidade do próprio bebê tem forte influência, todo o cuidado e vínculo que você construiu serve para que ele sinta-se mais seguro em comparação a ele mesmo. A comparação deve ser feita do bebê com ele mesmo, porque só assim os parâmetros são iguais.

      Meu filho, aos 15 meses, ainda acordava muito durante a noite. Essa é uma fase em que os bebês passam por uma regressão bastante forte no sono, e não tem realmente nada que nós possamos fazer, além de sermos empáticos. Fora isso, a ansiedade de separação pode se manifestar até os 2 anos de idade, em diversos momentos, então é realmente de se esperar que bebês mais novos que isso chorem quando a mãe se afasta, dependendo do momento.

  20. Olha, sempre pratiquei criação com apego, amamentação, etc, etc. Mesmo assim, minha filha é uma hig need. Ela me suga as vezes, quer atenção, dou, quer mais atenção, e mais atenção… parece que nunca é o suficiente!!! Então, sendo sincera, você tem um pouco de sorte sim

    • Oi, Andressa! Tudo bem?

      No texto, eu falo um pouco sobre como a influência de um cuidado responsivo e amoroso tem em um bebê, em relação a ele mesmo. Não podemos comparar um bebê com o outro, mas sim com ele mesmo.

      De todo modo, bebês demandam sim (e muito). Isso não significa que um bebê criado com respeito e afeto será um bebê estático, ao contrário. E se pararmos para analisar o contexto de um bebê específico, podemos também entender muitas das demandas que ele está apresentando, seja por causa de um salto de crescimento ou até, como você mencionou, por ser um bebê high need.

      • Penso que essa criação com apego deve existir até na fase adulta, entretanto devemos separar o apego e carinho, com o mimo… O nenê tem necessidades, entretanto se você conhece bem a sua criança, você vai saber quando é uma NECESSIDADE e quando é uma MANHA. ele também tem que aprender que ele é capaz de ser uma boa pessoa, com suas próprias características sem precisar estar no colo dos pais para ser/estar seguro. dizer o porque um filho chora e outro não, se o próximo virá turbulento ou não, é uma discussão desnecessária.. Devido ao fato de que a criança tem sua própria personalidade… e também, sobre as causas externas que influenciam no próprio ser, eles pegam influência do ambiente externo até na gestação. Hoje se criou um conceito de criança = a encomodação e cansaço, porém o que mudou foram os próprios jovens e adultos, que estão irritadiços, sem paciência, sem tempo, sem vida… APROVEITEM ESSA FASE DELES, PQ PASSA MUITÍSSIMO RAPIDA 😀
        Forte abraço.

  21. O afeto é importantíssimo! Cada bebê tem um ritmo e sua personalidade. E não seria justo dizer o contrário, que um bebê que chora, dorme pouco ou tem cólicas deve-se ao fato de seus pais não lhe dar atenção.

  22. Meu Gabriel é e exatamente assim, como vc descreveu! Mas é como vc disse, o bebe precisa ser respeitado com um indivíduo em desenvolvimento… Desde q nasceu, por exemplo até pra trocar a fralda exeplico o q vou fazer…

  23. Thiago, me identifiquei completamente neste seu texto pois o meu filho tem hoje 7 meses e é super calminho. E todo mundo fala que eu e minha esposa somos “sortudos” de termos um filho tão bonzinho, kkkk. As pessoas falam tanto isso, que já começamos a criar o hábito de responder que ele não é bonzinho, que é um bebê como qualquer outro só que nós atendemos a sua necessidade na hora, sem que ele precise se esguelar. Estamos agindo assim, até para ele não crescer rotulado de bonzinho, pois se não, quando for repreendido por fazer algo considerado errado, pode ficar traumático para a criança. Abraços!

  24. Perfeito o texto! Eu acho que a calma do bebê, depende muito de como é o dia-a-dia, como são esses pais? Aqui em casa também somos sortudos..rsss. Se os pais discutem, se é um ambiente de estresse diário, é claro, o bebe acaba absorvendo esses sentimentos. Antes de termos nosso filho ouvi muito: “Se prepara heim, vai ficar noites sem dormir” “- E agora acabou a vida do casal” As pessoas, como você falou, sempre tendem a negativar a vida com filhos.

  25. Você tem sorte que seu filho nasceu perfeito e precisa urgente visitar uma UTI neonatal . Chorar pq seu filho precisou de fototerapia e ficou no hospital 48 horas, ridículo! O meu passou 1 mês na UTI, saiu de lá sem saber mamar, chorava o dia todo e foi criado com muito amor, carinho , dedicação, acorda pra realidade! Sortudo!

    • Priscilla, querida, que difícil. Nem consigo imaginar como deve ter sido triste e desafiador para você! Espero, de coração, que a vida esteja mais serena agora. Não sei qual a idade do seu filho, mas espero muito que ele esteja super bem. Eu lamento muito que o meu relato tenha feito você se sentir como se a sua dor fosse diminuída. Saiba que essa não foi a minha intenção ao escrever esse relato, porque eu buscava encorajar outros pais e mães que estivessem precisando de coragem. Sua dor é muito importante e deve ser acolhida, assim como todas as dores de todas as outras pessoas, inclusive a minha. Um grande abraço para você!

  26. Minha bebê é geralmente calma. Exceto quando passeamos de carro, pois ela não suporta ficar na cadeirinha. Aí, não tem jeito. Não posso satisfazer o desejo instantâneo dela, que é ficar no colo, por motivo de segurança. Tenho até vergonha de andar no carro com outra pessoas, pra ela chora até perder o fôlego. Fora isso, sou uma mãe “sortuda” tbm 🙂

  27. Janine, lamento que meu texto tenha causado essa impressão em você. Não tenho intenção de reforçar a cultura culpabilizadora das mães e sempre escrevo atento a esse ponto, para não culpar nem pai, nem mãe. Inclusive, nessa passagem do texto, deixei claro que entendia que existe também uma forte influência da personalidade de cada bebê:

    “Agora, é claro que cada bebê é um bebê, e tudo depende muito da personalidade de cada um, mas o que acontece é que, de uma maneira geral, bebês criados com apego normalmente são mais calmos e não costumam chorar para tudo, com exceção de alguns bebês como, por exemplo, os bebês high-need.”

  28. Thiago!, (esse é o nome do meu irmão que é pai do Caio) que coisa maravilhosa foi ler esse post e poder sentir que entendo exatamente o que vc diz.
    Sou pai do Don que faz quatro meses no dia dezesseis e desde o primeiro dia dele por aqui a gente fez questão de criar esse ambiente de aconchego (nas suas palavras, apego) e muita confiança e os comentários que ouvimos sempre evoca a tal sorte.
    Eu também não ganhei quase nenhum bingo…rsrsr
    Outro ponto que eu acho muito importante é que nós sempre fazemos questão de afirmar e reafirmar o qua to ele é tranquilo e bonzinho e calmo e em paz etc.
    A gente ouvia muito na gestação que a vida ia virar um inferno, adeus noites de sono e todo aquele terror de quem não conseguiu manter na memória os dias bons.
    E a gente sempre banindo, rejeitando e abrindo a possibilidade de viver o Don como ele viesse e não a partir do medo.
    A gente sempre fala que ele é bonzinho, os avós começaram a repetir o discurso e isso mantralizou de um jeito que se torna real dia após dia.

    Parabéns pelo blog.
    Abraço

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