Hoje quero conversar com vocês sobre um tema que me toca profundamente e que, infelizmente, ainda é um grande desafio na nossa sociedade: o engajamento paterno na criação dos filhos. Recentemente, em um lançamento do meu livro, um pai me fez uma pergunta que ecoa na minha mente: “Thiago, por que tantos homens ainda se mantêm distantes do universo da paternidade?”
Essa pergunta me fez refletir ainda mais sobre a disparidade que vejo diariamente. Mesmo sendo um homem que fala abertamente sobre paternidade, a maioria da minha audiência ainda é composta por mulheres. Isso não é um acaso, é um reflexo de uma sociedade patriarcal que, por muito tempo, delegou a responsabilidade primária da criação dos filhos apenas às mães. E o peso dessa responsabilidade, muitas vezes, recai sobre elas, que precisam não só se educar, mas também tentar engajar seus parceiros.
A Verdade Inconveniente sobre o Desinteresse
Eu sei que pode soar duro, mas preciso ser direto: um pai que não busca ativamente informações sobre como criar seus filhos, que não se interessa em aprender, em se aprofundar nesse universo, simplesmente não se importa o suficiente. Pense comigo: quantos de nós dedicamos horas a fio para aprender sobre um hobby, sobre a nossa carreira, sobre um esporte? Investimos tempo, energia e, muitas vezes, dinheiro para nos tornarmos melhores naquilo que nos interessa. Por que a paternidade seria diferente?
O cuidado com os filhos não é uma tarefa secundária, um “favor” que fazemos. Pelo contrário, é uma responsabilidade fundamental que exige dedicação, estudo e presença. Assim sendo, a falta de interesse em aprender sobre as fases do desenvolvimento infantil, sobre comunicação não violenta, sobre como construir um vínculo forte, é um indicativo claro de onde os filhos estão na lista de prioridades desse pai.
É Hora de Mudar!
Se essa mensagem te causou algum desconforto, ótimo! Use esse sentimento como combustível para a mudança. Não é tarde para começar a se engajar, para buscar conhecimento, para se tornar o pai que seus filhos merecem e que você, no fundo, sabe que pode ser. A paternidade é uma jornada de aprendizado contínuo, e o primeiro passo é reconhecer a importância de estar presente e ativo.
E você, que já está nessa jornada de engajamento, convido a desafiar seus amigos, seus irmãos, seus colegas. Vamos quebrar esse pacto de silêncio entre os homens e mostrar que a paternidade ativa é transformadora, enriquecedora e, acima de tudo, essencial. Em suma, não podemos mais aceitar a ideia de que “pai ajuda” ou que o “cuidado é coisa de mãe”. Cuidar, educar e amar são papéis de ambos os pais.
Lembre-se: criar filhos é a maior responsabilidade da nossa vida. É um compromisso que exige o nosso melhor, a nossa dedicação e a nossa constante vontade de evoluir. Vamos juntos nessa?



