A Conversa Que Todo Homem Precisa Ter: Respeito, Paternidade e a Masculinidade do Século XXI

Hoje, quero trazer uma conversa que está no meu peito há um tempo e que, sinceramente, já passou da hora de termos. É um papo de homem para homem, sobre algo fundamental: o respeito às mulheres. E, mais importante, sobre como esse respeito precisa ir muito além da condição de ser pai de menina.

Ser Pai de Menina Não é Pré-Requisito para o Respeito

É comum ouvirmos a frase: “Ah, depois que tive uma filha, comecei a entender o mundo das mulheres e a respeitá-las mais”. E eu pergunto: será que precisamos mesmo ter uma filha para despertar para a importância do respeito? Acredito que não. O respeito deveria ser uma premissa básica para todo homem, independentemente de ter filhos ou não, e de qual o gênero desses filhos. A questão não é ser pai de menina; a questão é ser homem e reconhecer a dignidade e o valor de cada mulher na sociedade.

A “Epifania” Tardia e a Realidade Urgente

Percebo que muitos de nós, homens, só nos damos conta da seriedade de certas atitudes e piadas quando imaginamos que elas podem afetar nossas próprias filhas. “Opa, peraí, isso pode acontecer com a MINHA filha?” E é nesse momento que o “bagulho fica sério”. Mas a verdade é que o “bagulho” sempre foi sério. O machismo, a misoginia e a violência de gênero são problemas que afetam mulheres em todo o mundo, todos os dias. Não podemos esperar que a ameaça chegue perto de casa para agirmos. A mudança precisa ser interna, genuína e proativa.

Construindo Modelos de Masculinidade Saudável

Minha preocupação com a masculinidade saudável começou muito antes de ter minhas filhas. Com meus filhos meninos, já me angustiava a ideia de um mundo que os ensina a não chorar, a não sentir, a não expressar emoções. Queria que eles soubessem que podem ser sensíveis, ter dúvidas e medos. E essa é uma lição crucial para todos os homens.

Com a chegada das minhas filhas, essa responsabilidade se intensificou. Elas precisam de um modelo de homem que seja respeitoso, que converse, que se emocione, que respeite a mãe e a elas mesmas. Um pai que demonstra uma masculinidade que acolhe, que não humilha, que não é grosseira. Essa é a base para que elas saibam o que esperar de um relacionamento saudável e de um parceiro no futuro. É um trabalho contínuo, que começa em casa.

Assumindo a Responsabilidade e Promovendo a Mudança

Não podemos mais usar a “criação tradicional” como desculpa para perpetuar comportamentos machistas. Somos adultos e temos a capacidade de refletir, aprender e mudar. A sociedade evolui, e nós, homens, precisamos evoluir junto. É hora de assumir a responsabilidade pelos nossos atos e promover uma transformação real, começando por nós mesmos.

Minha regra de ouro é simples e se aplica aqui: “Não faça com os outros aquilo que você não gostaria que fizessem com você”. Se você não gostaria de ser desrespeitado, assediado ou ter sua inteligência ignorada, não faça isso com ninguém. É um exercício de empatia que precisamos praticar diariamente.

Um Pacto Coletivo: Conversar e Cobrar

Por fim, faço um apelo: vamos conversar sobre isso! Seja em grupos de amigos, no WhatsApp ou no trabalho. Precisamos, assim, criar um pacto coletivo de troca de ideias e de cobrança mútua. Não para palestrar, mas para trocar experiências, aprender uns com os outros e, desse modo, nos ajudar a ser homens melhores. Eu já errei muito e, você, provavelmente também. Mas agora é a hora de nos unirmos para que essa mudança aconteça.

Não é só pelas nossas filhas; é, acima de tudo, por todas as mulheres e por uma sociedade mais justa e respeitosa para todos. Se este vídeo te provocou, te fez pensar ou, quem sabe, até te ofendeu, deixe seu comentário. Quero, portanto, ouvir você e continuar essa discussão. E se puder, compartilhe este vídeo com outros homens. Precisamos, de fato, falar sobre isso!

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