De Quem É o Trabalho de Criar Filhos? Uma Conversa Aberta com Thiago Queiroz

Hoje, quero trazer para vocês uma reflexão que considero fundamental para a construção de famílias mais justas e para o desenvolvimento de crianças mais felizes e seguras. Recentemente, tivemos uma conversa profunda sobre um tema que, infelizmente, ainda é um tabu para muitos: a invisibilidade do trabalho de cuidado e a responsabilidade masculina na criação dos filhos.

A Realidade do Cuidado: Um Trabalho Invisível?

Você já parou para pensar em todo o esforço, tempo e dedicação que envolve criar filhos? Não estou falando apenas dos momentos de brincadeira e carinho, mas de toda a logística, planejamento, educação e, sim, do trabalho pesado que muitas vezes recai desproporcionalmente sobre um dos pais. No Brasil, essa realidade é ainda mais gritante, e o tema da redação do ENEM de 2023 sobre a invisibilidade do trabalho de cuidado feito por mulheres veio para escancarar essa discussão.
No meu vídeo eu mergulho de cabeça nessa questão. Por que será que, quando falamos sobre divisão de tarefas e cuidado parental, a participação masculina ainda é tão questionada? E, mais importante, por que muitos homens ainda não se sentem parte dessa conversa?

Dados que Não Mentem: A Desigualdade no Lar

Não é achismo, são dados! O IBGE nos mostra uma realidade alarmante: as mulheres dedicam quase o dobro de horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas em comparação com os homens. Claramente, isso não é uma questão de escolha individual, mas sim de uma estrutura social que nos molda desde a infância.

Desconstruindo Mitos: Cuidado Não Tem Gênero

Desde pequenos, socializamos meninos e meninas de maneiras diferentes. Incentivamos meninos a serem fortes, independentes, a não chorar. Meninas, por outro lado, são ensinadas a cuidar, a serem mais sensíveis, a se preocupar com o outro. Consequentemente, isso cria uma falsa ideia de que o cuidado é inerente ao universo feminino, e que homens não teriam a mesma “aptidão natural” para isso. Eu, porém, discordo veementemente!

No vídeo, argumento que essa aptidão é aprendida, é construída. Não nascemos sabendo trocar fraldas ou acalmar um bebê, mas aprendemos. Portanto, essa aprendizagem deve ser compartilhada, sem distinção de gênero. Quando um homem se exime do cuidado, ele não só sobrecarrega a parceira, mas também perde a oportunidade de construir um vínculo profundo e significativo com seus filhos.

O Convite à Reflexão: Homens, Onde Vocês Estão?

Eu sei que essa conversa pode ser desconfortável para alguns. Recebo muitos comentários, alguns de apoio, outros de crítica. Mas a verdade é que a mudança só acontece quando nos sentimos incomodados, quando questionamos o status quo. A invisibilidade do trabalho materno não é um problema só das mulheres; é um problema de todos nós, e a solução passa pela participação ativa e consciente dos homens.
Não se trata de “ajudar” a mãe, mas de assumir a sua parte na responsabilidade de criar um ser humano. É sobre ser presente, sobre se envolver, sobre aprender e crescer junto com seus filhos. É sobre construir uma paternidade mais equitativa e, consequentemente, uma sociedade mais justa.

Participe da Conversa

Se você se identificou com essa reflexão, se quer entender mais a fundo o que eu penso sobre o assunto e como podemos, juntos, transformar essa realidade, assista ao vídeo completo. Deixe seu comentário, compartilhe suas experiências e vamos continuar essa conversa. A paternidade é uma jornada incrível, e juntos podemos torná-la ainda mais rica e significativa para todos.

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