03/11/2016

Festinhas de Aniversário – Podcast Tricô de Pais 010

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Hoje é um dia especial! Comemoramos o nosso décimo episódio do podcast Tricô de Pais. E já que é para comemorar o aniversário do podcast, nada melhor do que tricotar sobre as festinhas de aniversário dos nossos filhos. Como é essa coisa de organizar festas de aniversário? Faz em casa? Faz piquenique colaborativo? Faz em casa de festa? Afinal, a festa de aniversário é para os pais ou para os filhos?

Então, bora tricotar e fortalecer nossa campanha #festadeaniversárioépracriança!

E como já é de costume, ouça até o final para mais um presente que só o Tricô de Pais pode dar para você!

Se você gostou, comente aqui dizendo o que achou, e não esqueça também de compartilhar com os seus amigos!

Quer falar com a gente? Sugerir temas, conversar, reclamar, elogiar? Só mandar um email pra gente em [email protected]!

COISAS CITADAS NESSE PODCAST:

INDICAÇÕES SUPIMPAS:

Thiago Queiroz

  • Podcast “Radiofobia #197 com Tricô de Pais”(link)
  • Podcast “Mamilos #87 – Efeito Estufa, Nobel de Bob Dylan e Boatos” (link)
  • Facebook “Buffet Delícias Maciel”, no Rio de Janeiro (link)
  • Facebook “As Aventuras da Maytê”, do pai supimpa Bruno Silva (link)

Aline Wanderer

  • Música “Trem-Bala”, Ana Vilela (link)

Victor

  • Podcast “Mamilos #86 – Divórcio” (link)

EDIÇÃO: Thiago Queiroz

ARTE: Pipipum

LOGO: Hugo Benchimol


E para você, que ficou cheio de vontade para ver as fotos do Thiago Queiroz e do Victor Ourives girando num brinquedo, pode ver aí, mas avisamos que são cenas fortes e recheadas de vergonha alheia.


Como prometido, eis o email completo da querida tricoteira Aline Wanderer:

Oi pessoal,

Acabei de ouvir o episódio sobre sono e passo para contar minha experiência. Se ficar um livro, podem resumir! kkkkkkk

Sono é um tema tenso, não só porque tem mil formas de levar a coisa e um monte de teorias, mas também porque a falta de sono é algo realmente enlouquecedor para pais e mães! Bom, só lembrando, minha pequena tem um ano e oito meses. Primeiro, esclareço minha posição sobre cama compartilhada. Eu realmente compreendo e apoio de forma irrestrita a prática da cama compartilhada, os benefícios para os pais e o bebê e discordo das falas de que a cama compartilhada, por si só, é algum tipo de vilã que vai confundir tudo nas relações da criança com a família, com o mundo e com a vida. E falo isso sendo psicóloga, deixa eu defender a categoria, ou pelo menos uma parte dela! kkkkkkkk

Enfim, a questão é que eu sou uma pessoa que nunca consegui dormir bem encostada a outro alguém. Durmo muito melhor no meu cantinho. Mesmo esse negócio de dormir abraçadinho pra mim não rola. Eu e meu esposo somos altos e nossa cama é casal padrão. Juntando tudo isso, chegamos à conclusão que, para nós, ia ser muito difícil compartilhar a cama com a bebê e conseguir descansar, o mínimo que fosse! Então, feita essa ressalva, vamos à experiência concreta.

Até uns dois meses, eu estava na casa da minha mãe e Laís dormia ao nosso lado, no Moisés. Quando voltei para minha casa, passamos mais alguns dias nesse esquema e logo depois, ela passou para o quartinho dela, no berço, até porque o Moisés estava ficando pequeno para ela e porque não havia espaço no nosso quarto para nenhum tipo de adaptação. Usei a babá eletrônica por um tempão, mais por medo que por necessidade, porque viria a descobrir, quando ela pifou, que dava para escutar bem as demandas dela no quartinho do lado, o espaço não é tão grande assim! E, como acreditamos fortemente na necessidade de contato e acolhimento do bebê, sempre atendemos prontamente às demandas da Laís no quartinho, seja quando ela chorava, seja quando resmungava.

Então, ela sempre dormiu no peito e, durante a madrugada, quando acordava, era peito também. Meu esposo sempre me apoiou nessa livre demanda noturna, indo buscá-la e trazendo para mim. Eu amamentava na nossa cama e levava ela adormecida de volta para o berço. Em dada altura, a primeira mudança que fizemos foi a de trocar o bendito do berço por um colchão no chão. Achamos que seria mais seguro e libertador para ela e, adicionalmente, eu passei a ir amamentá-la no próprio quartinho dela. Rolava, inclusive, de acabar deitando ao lado dela se ela demorasse para dormir, e isso passou a me cansar menos. Embora ela já tivesse “tentáculos”, o engraçado é que até hoje ela não vem espontaneamente até o nosso quarto, só nos chama e espera sentadinha no colchão.

Por várias vezes, de madrugada, eu pedia para o pai ir ao quarto e fazê-la dormir. Isso funcionou até uma certa altura. Depois de um aninho, se não me engano, a coisa ficou muito mais complicada! Ele ia lá de madrugada, e ela fazia um escândalo chamando a mamãe. E o que acontecia, acho que por insegurança dele e talvez minha também, era que ele acabava não bancando o berreiro, preocupado que ela estivesse sofrendo legitimamente e que não estivesse ajudando e, no final, acabava trazendo ela para mim. E aí, depois de tanto berreiro, ela demorava mais a dormir! Conclusão, a noite de nós dois ficava um caos, os dois cansados e nada de progresso quanto à possibilidade de o pai fazê-la dormir. Nessa época, resolvi abrir mão, por um tempo, da iniciativa de o pai fazê-la dormir de madrugada, porque era menos cansativo eu ir, amamentar e ela dormir logo, do que a saga das tentativas frustradas e perda de sono de todo mundo. Ela acordava algo entre duas e quatro vezes à noite e eu entro no trabalho às 7h da manhã.

E aí eu passei por alguns períodos muito tensos e de um cansaço adoecedor. Adoeci mesmo, volta e meia eu estava gripada, com infecções oportunistas pela baixa na imunidade vinculada ao cansaço. Quase pedi arrego algumas vezes, mas ainda não sentia que tinha condições de fazer um desmame noturno. E, para complicar, sempre me venderam o peixe de que, para fazer desmame noturno, seria essencial ter a ajuda de uma terceira pessoa que assumisse o lugar da mamãe ao ninar e aguentasse o chororô! Eu não tinha essa tal pessoa!

Aí, no fim de agosto desse ano, após voltarmos de uma viagem de férias e tendo ainda uma semana antes de voltar ao trabalho, aconteceu uma coisa mágica. Laís havia acordado por volta da 5h da manhã. Fui lá, amamentei, ela dormiu e eu voltei para a cama, pois era fim de semana. Uns 15 minutos depois, ela acordou de novo! Fui ao quarto, peguei ela no colo e falei “filha, você acabou de mamar, mamãe não vai dar agora”. E o que aconteceu? Berreiro total, óbvio! E, magicamente, alguma chavinha girou dentro de mim e eu resolvi que não ia dar naquela hora e pronto! Ela chorou muito mais e por muito tempo. Em dada altura, querendo desistir, eu pensei que, se fizesse isso depois de tanto choro, seria difícil justificar para mim mesma e para ela meu desejo de não amamentar em algum momento posterior. E segurei a barra mais um pouco, até que ela apagou e dormiu mais uma horinha.

E, depois dessa experiência transformadora, na qual descobri que a própria mãe, com peito à disposição e cheiro de leite pode não amamentar e a criança conseguir dormir, resolvi que ia usar minha última semana de férias do trabalho para tentar o desmame das madrugadas. E funcionou! Ela chorou muito ainda na noite seguinte, menos na posterior, e depois nos ajustamos! E, outra mágica: depois que ela entendeu que não ia mais ganhar mamada de madrugada, passou a aceitar que o papai a auxiliasse a dormir quando acorda durante a noite! O detalhe é que eu fiquei tranquila com minha escolha, porque, enquanto ela chorava, eu estava ali, ao lado dela, com ela no colo, à disposição, conversando, mostrando a ela que estava ali, dizendo que entendia o incômodo dela mas que tinha certeza que nós íamos encontrar juntas uma outra forma legal de conseguir dormir naquele horário. Abaixo “nana nenê!”

Então, estamos nesse momento. Eu ainda coloco ela para dormir todos os dias. Ela mama no colchão dela e já deita ali, eu com ela. Canto um pouquinho, seguro na mão e ela dorme em alguma altura. O pai ainda tem mais dificuldade nessa dormida inicial da noite. Ela diminuiu a quantidade de acordadas, acorda umas duas vezes, em média. Mas o fato de meu esposo conseguir colocá-la de volta para dormir já fez toda a diferença na minha qualidade de vida. Agora é ir acompanhando o ritmo dela e ir sonhando com o dia em que ela durma a noite toda. O recorde dela é de oito horas seguidas, só aconteceu uma vez! Mas vejo que ela já aumentou esse tempo um pouco. Neste momento, está meio gripadinha e aí, não tem jeito, acorda mais mesmo. No entanto, tenho a esperança de que consigamos levar nesse novo esquema com mais tranquilidade daqui para a frente!


Gostei muito do compartilhamento das experiências de vocês e das tentativas horrorosas de falar os termos alemães dos e-mails (minha família é descendente de alemães, do sul do país). kkkkkkkkk.

Beijos,

Aline

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Edição

  • Samuel Gambini: episódios #068 em diante
  • Ana Clara Fonseca: episódios #012 a #067
  • Thiago Queiroz: episódios #001 a #011

Revisão

Márcio Kuroki, Rodrigo Figueiredo, Lucelia Chaves, Ana Carla Macedo, Rodrigo Pimentel, Fernanda Almeida, Fernanda Siwiec, Mª Luiza Hipólito, Laura Lima, Nei Costa e Ricardo Takeshi

Arte

Ivo Mugrabi Barros, Joana Nunes, Mayra Assis, Nei Costa e Digo Ferri

Thiago Queiroz

Thiago Queiroz

Sou Thiago, marido e pai. Também sou outras coisas, mas praticante mesmo, só marido e pai. Meus filhos, Dante, Gael e Maya, nasceram em casa e, desde o nascimento do Dante, mergulhamos no ativismo pelo parto e pela criação com apego. Hoje, sou líder do grupo de apoio para criação com apego: API Rio, e também educador parental certificado para disciplina positiva.

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