Hoje quero bater um papo super importante e, confesso, um tanto polêmico: será que o vínculo que construímos com nossos filhos e filhas é realmente diferente por causa do gênero? Essa é uma pergunta que recebo muito e que me faz refletir sobre as expectativas que a sociedade impõe sobre a paternidade e a maternidade.
Desvendando o Mito do Vínculo Diferente
Por muito tempo, a ideia de que mães e pais se conectam de formas distintas com meninos e meninas foi quase um dogma. A gente ouve por aí que “filha é da mãe” ou “filho é do pai”, e que o pai tem uma relação mais “protetora” com a menina e mais “durona” com o menino. Mas será que isso é verdade ou é mais um daqueles mitos que a gente compra sem questionar?
No meu vídeo, eu mergulho fundo nesse assunto. E a primeira coisa que precisamos entender é que a história da parentalidade, especialmente a estudada, sempre teve um foco muito grande na figura materna. Por quê? Porque, tradicionalmente, a mãe era vista como a principal cuidadora, a figura central na criação dos filhos. Isso, claro, criou a percepção de que o vínculo materno era, por natureza, mais forte e especial.
A Verdadeira Força do Vínculo: Presença e Resposta
Mas, gente, a realidade é outra! A força de um vínculo não está no gênero do pai, da mãe ou do filho. Ela está na presença, na consistência e na capacidade de resposta do cuidador. Pense comigo: se a mãe é quem está mais presente, quem oferece mais colo, quem responde mais prontamente às necessidades da criança, é natural que o vínculo com ela seja mais intenso. Isso não tem nada a ver com ser homem ou mulher, menino ou menina. Tem a ver com cuidado e dedicação.
Machismo e Expectativas de Gênero na Paternidade
E aqui entra um ponto crucial: o machismo. Infelizmente, nossa sociedade ainda impõe aos pais uma imagem de “durão”, especialmente com os filhos meninos. A ideia de que “homem não chora” ou que o pai precisa “endurecer” o filho acaba, assim, criando uma barreira para a construção de uma relação afetuosa e de confiança. Quantos pais se sentem inibidos de demonstrar carinho aos filhos por medo de que eles se tornem “menos homens”? Isso é pura bobagem e, além disso, só prejudica a relação!
Com as filhas, a história é um pouco diferente, mas também problemática. A figura da “princesinha do pai” pode, muitas vezes, limitar a autonomia e a individualidade da menina, criando expectativas irreais e, por vezes, sufocantes. Essas são, portanto, construções sociais, meus amigos, e não verdades biológicas.
Minha Experiência: Vínculos Sem Rótulos
Eu, Thiago Queiroz, pai de dois meninos e duas meninas, posso afirmar com toda a certeza: meu vínculo com cada um deles é único, profundo e cheio de amor, independentemente do gênero. Não existe uma fórmula mágica para se conectar com um filho ou uma filha. O que existe é amor, respeito, escuta ativa e muita, muita presença.
Eu me recuso a tratar meus filhos de forma diferente por serem meninos ou meninas. Todos recebem o mesmo carinho, a mesma atenção, os mesmos limites e o mesmo incentivo para serem quem eles quiserem ser. E o resultado? Vínculos fortes, saudáveis e cheios de afeto.
Conclusão: Construa Pontes, Não Muros
Então, a mensagem que quero deixar hoje é: não se prenda a rótulos ou expectativas de gênero. O amor e o vínculo que você constrói com seus filhos são frutos da sua dedicação, da sua presença e da sua capacidade de amar incondicionalmente. Quebre os mitos, desconstrua o machismo e construa pontes de afeto com todos os seus filhos, sejam eles meninos ou meninas.
Assista ao vídeo completo para aprofundar essa conversa e deixe seu comentário! Quero saber a sua opinião sobre esse tema tão importante.



