Filhos com Falas e Comportamentos Machistas: Como Agir e Educar para o Respeito?

Olá! Thiago Queiroz aqui para uma conversa que sei que é delicada, mas extremamente necessária. Quem me acompanha sabe que a gente não foge de assunto difícil por aqui, e hoje vamos mergulhar em um tema que pode tirar o sono de muitos pais: o que fazer quando nossos filhos, mesmo com toda a nossa dedicação e educação, começam a apresentar falas e comportamentos machistas?
Eu sei, a primeira reação é um misto de choque, frustração e até culpa. A gente se pergunta: “Onde foi que eu errei?” Mas calma, respira fundo. A verdade é que nossos filhos não vivem em uma bolha. Eles estão expostos a uma infinidade de influências externas – na escola, com os amigos, na internet, na televisão. E, infelizmente, o machismo ainda é uma realidade muito presente na nossa sociedade. O fato de você estar se questionando já é um grande passo.

Não Ignore: A Importância de Agir

No vídeo, eu reforço um ponto crucial: não podemos ignorar. Fingir que não vimos ou ouvimos não fará o problema desaparecer. Pelo contrário, pode sinalizar para a criança que aquele comportamento é aceitável ou, pior, que não é importante o suficiente para ser discutido.
Recebi uma pergunta de uma mãe de quatro filhos, com meninos de 9 e 11 anos, que estavam fazendo piadas pejorativas sobre genitália masculina. Isso é um exemplo claro de fala machista, e a angústia dessa mãe é totalmente compreensível. É nessas horas que precisamos ter as ferramentas certas para intervir de forma construtiva.

A Primeira Reação: Choque e Desapontamento

Quando seu filho soltar uma frase machista ou tiver uma atitude que te incomode, a primeira coisa é expressar sua reação genuína. Não precisa ser um sermão, mas um “O que é isso?”, “isso é muito inadequado!”, “isso é muito grosseiro” pode ser muito poderoso. Mostrar o impacto que as palavras e ações deles têm em você é fundamental. Isso não é sobre punir, mas sobre mostrar a dimensão do que foi dito ou feito.

A Conversa Calma e Construtiva

Depois do calor do momento, quando os ânimos estiverem mais tranquilos, é hora de ter uma conversa mais aprofundada. Escolha um momento em que vocês possam conversar sem interrupções e com calma. O objetivo não é julgar ou envergonhar, mas sim explicar por que aquele comportamento é inadequado e quais são as consequências dele. Pergunte de onde ele ouviu aquilo, o que ele pensa sobre o assunto. Abra espaço para o diálogo.
Explique, de forma clara e adequada à idade, conceitos como respeito, igualdade e empatia. Ajude-o a entender que piadas ou comentários que diminuem o outro, especialmente por causa do gênero, não são engraçados e podem machucar. É um trabalho de formiguinha, de semear valores a cada oportunidade.

Educação Sexual Contínua: Normalizando o Diálogo

Um ponto que sempre defendo é a educação sexual contínua e naturalizada em casa. Quando falamos abertamente sobre corpos, consentimento, respeito e diferenças desde cedo, criamos um ambiente onde esses temas não são tabus. Isso ajuda a desmistificar muitas ideias erradas que eles podem absorver de outras fontes e fortalece a base para que entendam o que é um comportamento respeitoso.

O Objetivo Final: Respeito sem Vergonha

Nosso objetivo como pais não é que nossos filhos se tornem perfeitos, mas que se tornem adultos conscientes e respeitosos. E isso passa por ensiná-los a refletir sobre suas ações e palavras. Se os envergonharmos ou os fizermos sentir culpados demais, o risco é que eles passem a esconder seus comportamentos de nós, e aí perdemos a chance de guiá-los.
É um processo contínuo, de muita paciência e amor. Mas cada conversa, cada intervenção, cada explicação é um tijolinho na construção de um futuro mais igualitário e respeitoso.
E para aprofundar ainda mais, não deixe de assistir ao vídeo completo onde detalho cada um desses pontos e dou mais exemplos práticos.

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