NOTAS DA TRADUÇÃO

A Attachment Parenting International é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1994, por Lysa Parker e Barbara Nicholson. A API oferece apoio a pais que buscam criar vínculos seguros com seus filhos. E, desde então, uma grande rede foi criada no mundo inteiro, onde pais compartilham experiências e recebem suporte para a criação de seus filhos, de forma gratuita.

As fundadoras da API criaram os oito princípios da criação com apego, que são baseadas nas ferramentas propostas por William Sears, quando criou o termo attachment parenting, ou criação com apego, mas esse estilo de criação não é novo, pois é praticado pela humanidade há milhares de anos.

Os princípios abaixo devem ser encarados como ferramentas, ou orientações. Não é intenção da API a criação de mais um manual sobre como criar seus filhos, da mesma maneira que existem muitos outros por aí. Manuais são falhos, então o que buscamos é entender os princípios e aplicar o que melhor se adequa à sua realidade familiar, já que uma família é diferente da outra.

A tradução foi feita por mim, mas os prinípios foram criados pela Attachment Parenting International. O texto original pode ser encontrado aqui: API Principles of Parenting.

INTRODUÇÃO

Os textos a seguir contêm uma versão condensada dos Oito Princípios. Se você possuir dúvidas sobre estes Princípios, ou sobre como aplicá-los na sua família, por favor, entre em contato com um Líder API próximo a você, ou poste suas dúvidas e comentários no fórum da API.

A missão da Attachment Parenting International (API) é promover práticas de criação que criam vínculos emocionais fortes e saudáveis entre pais e filhos. A API acredita que a prática da Criação com Apego (do inglês Attachment ParentingAP) atende às necessidades da criança de confiança, empatia e afeição, provendo a base para uma vida repleta de relacionamentos saudáveis.

Enraizado na teoria do apego, a Criação com Apego foi estudada amplamente, durante mais de 60 anos, por pesquisadores de psicologia e desenvolvimento infantil, e, mais recentemente, por pesquisadores de neurociências. Estes estudos revelam que bebês nascem com fortes necessidades de ser alimentados e de permanecer fisicamente próximos ao cuidador principal, durante os primeiros anos de vida. O desenvolvimento emocional, físico e neurológico da criança é amplificado quando as necessidades básicas são atendidas consistentemente e apropriadamente. Estas necessidades podem ser resumidas a proximidade, proteção e previsibilidade.

O choro, contato físico e sucção do bebê são as primeiras técnicas para manter a mãe por perto. Enquanto a criança cresce e sente-se mais segura em seu relacionamento com a sua mãe, ela está mais apta a explorar o mundo ao seu redor e a desenvolver laços fortes e saudáveis com outras pessoas importantes em sua vida.

A fim de ajudar os pais em sua jornada, a API criou Os Oito Princípios da Criação com Apego. Estas orientações são fundadas em investigações sérias e são conhecidas por serem eficazes em auxiliar crianças a desenvolver ligações seguras.

A API reconhece que cada família tem circunstâncias únicas, com recursos e necessidades distintas. Os Oito Princípios da Criação com Apego se propõem a ajudar pais a entender melhor o desenvolvimento normal dos filhos, a identificar as necessidades de seus filhos, e a responder aos seus filhos com respeito e empatia. Educando-se sobre o desenvolvimento e saúde de seus filhos, os pais tornam-se mais conscientes e sintonizados com as necessidades de seus filhos, quando tomam decisões.

Desenvolvido para promover uma ligação otimizada, estes princípios são definidos de maneira desenvolvida e abrangente o suficiente para serem aplicados a uma grande extensão de realidades familiares. Estes princípios podem ser aplicados através das práticas traçadas neste texto. Os Oito Princípios tratam dos comportamentos que promovem o apego, que podem ser iniciados durante a gestação e estendido até os sete ou oito anos do seu filho.

Apesar de termos como “mãe”, “pai”, e “cuidador” serem usados em Os Oito Princípios, a API abraça a diversidade das estruturas familiares e valoriza todas as pessoas na vida de uma criança que estimulam um relacionamento com apego, com a criança sob seus cuidados.

A API também publicou um documento tratando da preservação do apego com crianças mais velhas.

A Criação com Apego não é uma receita de bolo para criação de filhos, portanto, a API recomenda que os pais usem seu próprio julgamento e intuição para criar um estilo de criação que incentive o apego, e que funcione para sua família. Algumas práticas listadas em Os Oito Princípios são inerentemente mais “promotoras de apego” que outras.

As práticas mais ideais são listadas primeiro. Muitos grupos de suporte do API iniciam cada reunião dizendo “pegue o que funciona para a sua família e deixe o resto.” Este sentimento também se aplica para Os Oito Princípios.

Para mais informações ou ajuda na aplicação dos princípios ou práticos dos princípios para uma circunstância específica de família, por favor, visite um grupo de apoio a pais API ou entre em contato com um líder API.

Os Oito Princípios da Criação com Apego:

  • Preparando para a Gestação, Nascimento e Criação
  • Alimentando com Amor e Respeito
  • Respondendo com Sensibilidade
  • Usando o Contato Afetivo
  • Garantindo um Sono Seguro, Física e Emocionalmente
  • Provendo Cuidado Consistente e Amoroso
  • Praticando a Disciplina Positiva
  • Mantendo o Equilíbrio entre a Vida Pessoal e Familiar
PREPARANDO PARA A GESTAÇÃO, NASCIMENTO E CRIAÇÃO

A extraordinária jornada da nova vida é uma experiência positiva e transformadora. A gestação oferece aos pais uma oportunidade de se preparar física, mental e emocionalmente para a paternidade. Tomar decisões embasadas sobre o nascimento, cuidados com o recém-nascido, e sobre práticas de criação são um investimento crítico no relacionamento com apego entre pais e filhos. A educação é o componente chave da preparação para as decisões difíceis que os pais precisarão tomar. E isso é um processo contínuo, uma vez que cada estágio de crescimento e desenvolvimento traz novas alegrias e desafios.

Durante a preparação para o nascimento de um filho, é fácil ser pego nas coisas materiais associadas à gestação, nascimento e cuidados com o recém-nascido. Pequenas roupas para bebês, a última moda em roupas para gestantes, e utensílios para bebês podem ser parte da preparação para o bebê, mas o mais longo investimento na preparação envolve tornar-se informado, de maneira que você possa criar um ambiente pacífico e amoroso, no qual uma nova vida irá nascer, crescer e ser cuidada.

PREPARANDO PARA A GESTAÇÃO E NASCIMENTO

  • Reflita sobre experiências na infância e crenças atuais sobre a parentalidade
  • Explore filosofias de criação
  • Trabalhe nas emoções negativas sobre a gravidez
  • Prepare-se fisicamente para a gravidez; coma alimentos nutritivos, faça exercícios regularmente, evite stress sempre que possível
  • Explore tipos diferentes de planos de saúde e opções de parto. Considere ler “Ten Questions to Ask” e “Ten Steps” da Coalition for Improving Maternity Services, e também a Baby Friendly Initiative website da UNICEF
  • Reafirme o relacionamento forte e saudável com o seu parceiro(a)
  • Estude sobre a amamentação
  • Esteja alerta e fisicamente ativa durante o parto
  • Pesquisar todos os aspectos das “rotinas” para cuidados com o recém-nascido como banho, circuncisão, colírios, exames de sangue, coleta de sangue do cordão umbilical, etc. Registre as suas preferências e compartilhe-as com os profissionais de saúde que lhe assistirão
  • Prepare-se para ter uma ajuda extra nas primeiras semanas após o parto
  • Considere uma doula para o parto e/ou pós-parto
  • Esteja preparada para fazer as seguintes perguntas caso uma situação inesperada ocorra no parto ou com o recém-nascido:
    • Quais são os benefícios dessa intervenção, e o que os seus instintos estão lhe dizendo?
    • Quais são os riscos e possíveis resultados, caso eu escolha fazer isto, ou caso eu escolha que não?
    • Quais são as outras opções?
    • Quanto tempo tenho para tomar uma decisão?

PREPARANDO PARA SE TORNAR MÃE E PAI

  • Instrua-se continuamente sobre os estágios de desenvolvimento
  • Defina expectativas realistas para ambos os pais e o filho
  • Converse sobre as suas preocupações, antes que elas virem crises
  • Mantenha-se flexível!
  • Informe-se sobre as opções de ensino
  • Resolva quaisquer questões sobre a sua própria infância, procurando ajuda profissional se você foi negligenciado ou submetido a abusos
ALIMENTANDO COM AMOR E RESPEITO

Alimentar um filho envolve mais do que prover nutrientes; é um ato de amor. Seja suprindo as necessidades muito intensas de alimentação de um recém-nascido, como servindo refeições na mesa de jantar da família, os pais podem usar os momentos de alimentação como uma oportunidade de fortalecer seus laços com seus filhos.

Os reflexos de procura, sucção e choro evoluíram para garantir uma proximidade da mãe ou outro cuidador, cujo bebê possa depender para atender às suas necessidades intensas. Quanto mais os pais aprendem a identificar e atender as necessidades de seus bebês, mais forte será o vínculo emocional seguro entre pais e filhos. Ainda que filhos mais velhos consigam se alimentar e comunicar suas necessidades, os pais devem continuar a respeitar os sinais que seus filhos dão para a fome, oferecer alimentos saudáveis, modelar hábitos alimentares saudáveis, e fazer os momentos de refeição também momentos para o amor e a conexão.

AMAMENTAÇÃO E APEGO

  • A amamentação satisfaz as necessidades nutricionais e emocionais de seu filho, melhor do que qualquer outro método de alimentação infantil
  • Alimente assim que o bebê der sinais, ou seja, antes que ele comece a chorar por completo
  • A amamentação continua a ser normal e importante tanto nutricional, imunologica e emocionalmente após um ano
  • A amamentação tem muitos benefícios para ambos mãe e bebê
  • Amamentar é uma ferramenta valiosa para a mãe dar conforto ao bebê, de maneira natural
  • A “Mamada do Conforto” atende às necessidades de sucção do bebê

ALIMENTAÇÃO COM MAMADEIRA

  • A alimentação é uma das maneiras mais primitivas em que uma mãe pode iniciar um relacionamento de vínculo seguro com seu bebê
  • Familiarize-se com os comportamentos da amamentação, e simule-os quando estiver alimentando com mamadeira:
    • Segure o bebê quando estiver dando a mamadeira, posicionando-o próximo ao seio
    • Mantenha contato visual, fale calma e amorosamente
    • Troque de posição, de um lado para o outro
    • Alimente quando o bebê der sinais, e evite horários certos
    • Considere reservar a alimentação apenas pela mãe
    • Chupetas satisfazem a necessidade de sucção de um bebê. Segure o bebê ou a criança na posição de amamentação quando ele estiver usando chupeta
    • Associe o uso da mamadeira e da chupeta com o colo e atenção exclusiva ao bebê, para que não se tornem objetos de transição
    • Desmame da mamadeira como se fosse desmamar do peito

DESENVOLVENDO ATRAVÉS DA ALIMENTAÇÃO

  • Os pais podem se desenvolver enquanto alimentam o bebê
  • Mães afloram quando nutridas por seus parceiros
  • Os pais podem desenvolver um relacionamento com o bebê de muitas outras maneiras, além da amamentação

INTRODUZINDO SÓLIDOS

  • Introduza os sólidos quando sinais forem dados de que o bebê está pronto, e não com base em idade
  • Inicie aos poucos com os alimentos que não são propícios a causar alergias
  • Ofereça o seio ou mamadeira primeiro, depois os sólidos
  • Siga os sinais que o bebê dá sobre o que e quanto comer, deixe-o desenvolver seu paladar naturalmente
  • O leite materno ou artificial deve ser a principal fonte de nutrição, até aproximadamente 1 ano de idade

DESENVOLVENDO O PALADAR PARA ALIMENTOS NUTRITIVOS

  • Desenvolva hábitos alimentares saudáveis
  • Tente fazer com que pelo menos uma refeição ao dia seja um momento de conexão e comunhão
  • Crianças precisam fazer pequenas refeições durante o dia, e não se deve esperar que elas sentem-se à mesa por longos períodos de tempo
  • Encoraje seu filho a seguir suas indicações corporais para fome e sede, para comer quando ele estiver com fome e parar quando estiver satisfeito
  • Forçar uma criança a comer, ou a comer certo alimento, não é produtivo e pode levar a hábitos alimentares não-saudáveis, e potencialmente a distúrbios alimentares
  • Evite o uso da comida como recompensa ou punição, ou fazer determinada comida (ou sobremesa) baseado no comportamento da criança
  • Ao invés de restringir o acesso a certos alimentos, considere ter apenas opções saudáveis na sua casa, e permitir que seu filho faça suas escolhas

DESMAMANDO GENTILMENTE

  • O desmame inicia no momento que os alimentos sólidos são introduzidos
  • O alimento gradualmente toma o lugar do leite em termos de necessidade calórica, mas amamentar continua a atender muitas outras necessidades, como conforto e desenvolvimento
  • Se uma mãe precisar desmamar antes que o filho dê sinais de que está pronto, proceda gentilmente
RESPONDENDO COM SENSIBILIDADE

Você pode construir a fundação da confiança e empatia entendendo e respondendo apropriadamente às necessidades do seu filho. Os bebês comunicam suas necessidades de muitas maneiras, incluindo movimentos corporais, expressões faciais e choro. Eles aprendem a confiar com sensibilidade, quando suas necessidades são consistentemente atendidas. Construir um vínculo forte com um bebê envolve não apenas responder consistentemente às suas necessidades físicas, mas também passar tempos agradáveis interagindo com ele, e, portanto, atendendo às suas necessidades emocionais também.

Há muitos desafios sociais que podem interferir na capacidade dos pais desenvolverem um relacionamento com seus bebês. Por exemplo, pais podem se deparar com os mitos sobre mimar um bebê, ou receber conselhos não solicitados da família, amigos e mídia, mesmo que bem-intencionados. Estes conselhos entram em conflito com a ciência, fatos sobre desenvolvimento normal, ou a própria intuioção dos pais; e isto tudo pode causar stress para os pais que precisam decidir como responder.

No curso de desenvolvimento normal de um filho, os bebês formam vínculos primários com a(s) pessoa(s) que passam a maior parte do tempo nutrindo e cuidando delas — normalmente, a mãe e/ou o pai. Dar colo e interagir com frequência aumentam o vínculo seguro. Aproximadamente nos primeiros seis meses, o seu bebê deve parecer feliz quando está no colo ou interagindo com outras pessoas. Mas aos oito ou nove meses de idade, muitos bebês começam repentinamente a demonstrar medo e ansiedade quando são separados de suas mães. Isto, também, é uma fase normal.

Os bebês e crianças precisam de empatia e respeito pelos seus sentimentos, para ajudá-los a aprender a sentir-se seguros e protegidos. Medos intensos da separação vão emergir naturalmente, enquanto a criança cresce. Algumas crianças mais sensíveis podem demorar bastante, até sentir-se confortáveis quando sob os cuidados de outros adultos, que não são seus pais. Siga os sinais de seu filho e não o force a aceitar estranhos, nem espere que eles vençam a ansiedade na relação estranhos/separação antes que eles estejam prontos.

AS NECESSIDADES E OS BENEFÍCIOS DE RESPONDER COM SENSIBILIDADE

  • O cérebro dos bebês é imaturo e significativamente subdesenvolvido no nascimento, portanto eles não são capazes de se acalmar sozinhos
  • Através da resposta consistente e repetida de um adulto amável, a criança aprende a se acalmar
  • Alguns bebês e crianças podem ser mais sensíveis ao ambiente e a estímulos
  • Entenda os ritmos internos naturais do seu filho, e tente se programar ao redor deles
  • É perfeitamente normal que bebês queiram contato físico constantemente
  • Altos níveis de stress, como os que ocorrem em sessões prolongadas de choro, fazem com que o bebê experimente um estado químico desbalanceado no cérebro, o que pode colocá-lo em risco de passar por problemas físicos e emocionais mais tarde, em sua vida
  • Os sintomas de exaustão ou incapacidade de lidar com as necessidades do bebê são sinais de que você precisa de suporte extra e/ou ajuda profissional

RESPONDENDO A EXPLOSÕES DE RAIVA E FORTES EMOÇÕES

  • As explosões de raiva, também conhecidas por tantrums, representam emoções reais e devem ser levadas em conta seriamente
  • Algumas emoções são muito poderosas para o cérebro imaturo de uma jovem criança gerenciar de uma maneira socialmente aceitável
  • O papel dos pais durante uma explosão de raiva é dar conforto ao filho, não ficar com raiva ou puní-lo

RESPONDENDO AO FILHO MAIS VELHO

  • Continue nutrindo uma conexão bem próxima, através do respeito aos sentimentos da criança e tentando entender as necessidades por trás de comportamentos aparentes
  • Suporte a exploração, provendo um ambiente seguro para a descoberta e sempre ficando por perto
  • Demonstre interesse às atividades do seu filho, e participe com entusiasmo em brincadeiras direcionadas por ele
  • Algumas crianças gostam de pré-escola ou outros programas em que pais não estão incluídos, mas estes programas podem não ser necessários para o desenvolvimento do seu filho. Fique atento aos sinais de que seu filho está pronto para a separação, além da quantidade e tipo de suporte dado por adultos
USANDO O CONTATO AFETIVO

Os bebês nascem com necessidades urgentes e intensas, e dependem completamente dos outros para atender essas necessidades. O contato afetivo ajuda o bebê a atender suas necessidades por contato físico, afeição, segurança, estímulo e movimento. Os pais que escolhem uma abordagem afetiva para as interações físicas com seus filhos, promovem o desenvolvimento de vínculos seguros. Mesmo quando a criança cresce, suas necessidades de permanecer em contato através do toque permanecem muito fortes.

AS NECESSIDADES E OS BENEFÍCIOS DO CONTATO AFETIVO

  • Para o seu filho, o contato afetivo estimula os hormônios de crescimento, melhora o desenvolvimento intelectual e motor, e ajuda a regular a temperatura do corpo, batimentos cardíacos e padrões de sono.
  • Os bebês que recebem contato afetivo ganham peso mais rápido, mamam melhor, choram menos, são mais calmos, e têm melhor desenvolvimento intelectual e motor
  • As culturas onde o uso é abundante de afeto físico, toque e colo têm baixas taxas de violência física entre adultos

COMO PROVER O CONTATO AFETIVO

  • O contato pele-a-pele é especialmente eficaz
  • Amamentar e tomar banho juntos são ótimas oportunidades de confortar com o contato pele-a-pele
  • Massagens podem acalmar bebês com cólica, ajudar uma criança a relaxar antes da hora de dormir, e dá oportunidade para interações divertidas
  • Carregar um bebê, ou fazer babywearing com carregadores macios atende as necessidades do bebê de contato físico, conforto, segurança, estímulo e movimento, todos estes encorajando o desenvolvimento neurológico. Babywearing é ato de usar materiais de tecido para manter seu bebê bem perto do seu corpo, mas dando liberdade de movimentos para você, como se você estivesse “vestindo” o bebê
  • Esteja atento para evitar o abuso de dispositivos destinados a segurar o bebê independentemente, como balanços, pula-pulas, carregadores plásticos, e carrinhos

O CONTATO AFETIVO E O FILHO MAIS VELHO

  • Use frequentemente os abraços, aconchegos, carinhos nas costas e massagens. Todos estes atendem às necessidades de toque, tanto quanto brincadeiras mais físicas, como lutas e cócegas
  • Lutas e cócegas devem seguir a direção da criança, e não devem ser forçadas
  • Use brincadeiras e jogos para encorajar a proximidade física
  • Se o seu filho é muito pesado para segurar confortavelmente, dê a proximidade que você ofereceria ao carregar, através da atenção e conforto com seu filho sentando no seu colo
  • Todos os humanos (incluindo adultos) desenvolvem-se com o toque e as conexões que ele promove
GARANTINDO UM SONO SEGURO, FÍSICA E EMOCIONALMENTE

“O seu bebê já está dormindo a noite toda?” é frequentemente a primeira pergunta que as pessoas fazem para novos pais. A verdade é que a maioria dos bebês não dorme a noite toda, e ainda assim isto é um mito perpetuado de geração a geração. Os bebês possuem necessidades à noite tanto quanto de dia; seja de fome, solidão, medo, frio ou calor. Eles precisam da garantia de pais amáveis para sentir-se seguros durante a noite. Muitos bebês realmente passam por uma fase onde dormem por longos períodos de tempo, apenas para começar a acordar de noite durante diferentes estágios de desenvolvimento. Eles podem acordar ocasionalmente devido a pesadelos, dentição, doença, saltos de crescimento, ou durante períodos de transição em suas vidas. Os bebês são bastante sensíveis ao stress de seus pais, o que também pode afetar seus padrões de sono.

Os pais podem ajudar seus filhos a aprender que a hora de dormir ou da soneca é uma hora de paz; uma hora de conexão, aconchego e calma. Mesmo que um filho mais novo possa crescer precisando se alimentar durante a noite, eles podem ainda precisar de conforto e segurança.

Pais que ficam frustrados por acordar frequentemente, ou que sofrem privação de sono podem ficar tentados a lançar mão de técnicas que recomendam deixar o bebê chorar, numa tentativa de “ensiná-lo” a “acalmar a si próprio”, Novas pesquisas sugerem que estas técnicas podem apresentar efeitos psicológicos prejudiciais no bebê, aumentando os níveis do hormônio do stress cortisol no cérebro, com potenciais efeitos em longo prazo na regulação emocional, padrões de sono e comportamento. Um bebê não é capaz neurologicamente ou tem desenvolvimento suficiente para se acalmar até dormir, de uma maneira saudável. A parte do cérebro que ajuda a criança a se acalmar não é suficientemente desenvolvida até que a criança tenha entre dois anos e meio e três anos de idade. Até então, uma criança depende dos seus pais para ajudá-lo a se acalmar e para aprender a regular seus sentimentos intensos.

O CASO CONTRA O SONO SOLITÁRIO

É importante realçar que deixar um bebê dormir sozinho é uma prática relativamente nova, que “evoluiu” no mundo ocidental nos últimos 100 anos. Recentemente, vem-se empregando esforços por várias organizações médicas e profissionais para desencorajar os pais de dormir com seus filhos, por medo de que isto contribua para o aumento na Síndrome de Morte Súbita Infantil (SMSI). Entretanto, novas pesquisas demonstram que a cama compartilhada, quando praticada por pais informados, pode ser segura e benéfica. Na verdade, muitas culturas onde os pais dormem com seus filhos reportam os menores índices de SMSI. Em algumas dessas culturas, a SMSI é até inexistente.

A API encoraja os pais a responder às necessidades de seus filhos à noite, da mesma maneira que durante o dia. Os pais também são encorajados a explorar uma variedade de diferentes arranjos de sono, e escolher a melhor alternativa que permita que eles consigam responder melhor à noite. Os padrões de sono e necessidades individuais de bebês variam bastante. Seja flexível e entenda que é adequado para o desenvolvimento, e normal para os bebês acordar à noite para se alimentarem e buscar contato.

O QUE É CAMA COMPARTILHADA (CO-SLEEPING)?

Muitos termos relacionado ao sono dos bebês são usados de modo intercambiável, o que pode causar confusão. A API usa as seguintes definições:

  • Co-sleeping refere-se a dormir a uma “distância próxima”, o que significa que o filho está dormindo em uma superfície diferente, mas no mesmo quarto dos pais. Isto inclui o uso de berços de vime, moisés, ou berço-cama (um berço com apenas três grades, anexado à cama dos pais, onde a quarta grade não existe, permitindo acesso livre diretamente da cama). Para filhos mais velhos, isto pode ser dormir em uma cama separada no mesmo quarto dos pais, ou dois ou mais irmãos mais velhos dormindo juntos em um quarto separado dos pais.
  • Cama Compartilhada, também chamada de “cama familiar”, descreve um arranjo de sono onde os membros da família dormem na mesma superfície. Esta prática é recomendada apenas para famílias que amamentam usando as Diretrizes de Sono Seguro da API.

ROTINAS NOTURNAS

  • Independente dos arranjos de sono, as rotinas noturnas frequentemente ajudam todos a se relaxar depois de um dia atribulado, e a estabelecer hábitos de sono mais saudáveis
  • Experimente encontrar a rotina que funciona melhor para o seu filho e lembre-se que qualquer rotina noturna pode levar 30 minutos, ou uma hora, ou mais
  • Tenha em mente que as rotinas de sono mudam ao longo do crescimento e amadurecimento do seu filho. Mantenha o senso de humor e seja flexível
  • Ajude o seu filho a aprender a confiar no seu próprio corpo quando ele estiver cansado, reconhecendo sinais de cansaço, e não forçando ele a dormir quando não estiver cansado, ou tentando mantê-lo acordado quando ele estiver cansado, só para cumprir a rotina
  • Quando a hora chegar do seu filho fazer a transição para sua própria cama, assegure que a transição seja gentil e que os pais respondam a quaisquer sentimentos de medo ou tristeza experimentados pela criança
  • As crianças mais jovens, que têm sua própria cama, tendem a dormir melhor quando os pais deitam com elas em suas camas até que elas fiquem bem sonolentas, ou até que elas durmam. As crianças crescem e dispensam esta necessidade quando estiverem prontas e irão alegremente dormir por conta própria
  • Crianças mais velhas podem ainda apreciar um breve aconchego com seus pais antes de irem para a cama
  • Nem a criação, nem a cama compartilhada precisam desencorajar a intimidade; com um pouco de criatividade, incluindo momento e local certo, o casal pode garantir que a intimidade não seja atrapalhada indevidamente por casa do novo bebê

Para maiores informações, por favor, visite a página sobre Sono Seguro Infantil da Attachment Parenting International.

CUIDADO CONSISTENTE E AMOROSO

Os bebês e as crianças pequenas têm uma necessidade intensa da presença física de um cuidador amável, consistente e receptivo: idealmente um dos pais. O cuidado diário e as interações amorosas e divertidas constroem fortes laços. Cuidando com amor, de maneira consistente, desde o início da vida faz com que os pais fortaleçam o relacionamento com seus filhos, construindo um vínculo saudável. Se nenhum dos pais pode ser um cuidador em tempo integral, então o filho precisará de alguém que não seja apenas amoroso e consistente, mas alguém que tenha formado uma ligação com ele e que dê cuidado conscientemente, de maneira que o relacionamento seja fortalecido.

CRIE ROTINAS COM O BEBÊ EM MENTE

  • Ao invés de tentar fazer com que o bebê se adeque a uma rotina que existia antes da sua chegada, crie maneiras criativas para desenvolver novas rotinas que envolvam o bebê
  • Considere levar o bebê dormindo para um encontro à noite, praticar exercícios como caminhadas com o bebê no sling, levar um cuidador de confiança junto para noites longas ou eventos especiais. Tente também trabalhar com o seu chefe para criar uma agenda que maximize o tempo dos dois pais com seus filhos

DICAS PRÁTICAS PARA MOMENTOS CURTOS DE SEPARAÇÃO

  • Use um cuidador de confiança que o seu filho tenha vínculo e que apoie Os Oito Princípios da Criação com Apego da API.
  • Respeite os sentimentos do seu filho e siga a sua direção sobre estar pronto para a separação, usando a criatividade para evitar experiências de ansiedade desnecessárias
  • Aceite que mesmo filhos mais velhos podem ter dificuldades com a separação, ocasionalmente
  • Evite usar a vergonha, medo, ameaça ou intimidação para forçar a separação, ou tentar prevenir que o seu filho chore
  • É extremamente importante que os pais que se separam dos seus filhos passem um tempo muito dedicado e intencional, para reconectar com seus filhos após a separação
  • Filhos diferentes estão prontos para a separação em idades diferentes, mas pesquisas mostram que separações por períodos superiores a duas noites seguidas podem ser muito difíceis para crianças com menos de três anos de idade
  • Estudos mostram que as situações em que crianças permaneçam em creches por períodos maiores do que 20 horas semanais podem ser muito estressantes e prejudiciais, a longo prazo, à saúde de crianças com menos de 30 meses de idade. É preferível que a criança esteja em casa, sob os cuidados de um dos pais ou um cuidador de confiança. A Attachment Parenting International entende que é importante compartilhar as descobertas do que é considerado ideal para o desenvolvimento das crianças e que, às vezes, essas expectativas são muito desafiadoras de se alcançar. Na prática, nenhum pai ou mãe conseguirá seguir tudo o que as pesquisas nos mostram, e é por isso que a API destaca o princípio do equilíbrio, e também valoriza muito a confiança que os pais têm em seus instintos para as necessidades de seus filhos. Nós sabemos que os pais, hoje, possuem empregos fora de casa, e podem conseguir ou não um arranjo que permita que os cuidados sejam oferecidos em casa por um cuidador de confiança, ou que a criança vá ao trabalho junto de um dos pais. Isso faz com que a prática da criação com apego seja ainda mais importante, buscando por cuidadores que respondam com sensibilidade, evitando mudanças nos cuidadores se possível, ajudando a construir vínculos de apego seguro com o cuidador e, quando você estiver com o seu filho antes e depois do trabalho, praticando os outros princípios da API.

O TRABALHO E CUIDADORES ALTERNATIVOS

  • Explore a variedade de opções econômicas e de trabalho, para permitir que o seu filho seja cuidado por um ou os dois pais, o tempo todo
  • É extremamente importante ter continuidade no cuidado, com um cuidador amável e consistente
  • Os pais devem esperar e encorajar que seus filhos formem vínculos com seus cuidadores
  • Mudanças frequentes de cuidadores podem ser bastante danosas para o processo de vinculação
  • Faça a transição para um cuidador com uma certa antecedência, antes de qualquer separação efetiva, para que o processo seja gradual e confortável para seu filho
  • Mantenha ao mínimo possível as horas de cuidados por outros além dos pais, garantindo a melhor oportunidade de um filho construir vínculos seguros com seus pais
  • Dar colo e aconchegar ajuda pais e bebês a se reconectarem após a separação. Inclua seu filho em atividades do dia-a-dia, e passe tempo livre com a família, garantindo que o trabalho fique de fora
PRATICANDO A DISCIPLINA POSITIVA

A Criação com Apego incorpora a “regra de ouro” da criação: os pais devem tratar seus filhos da maneira que eles desejam ser tratados. Disciplina positiva é uma filosofia abrangente, que ajuda uma criança a desenvolver uma consciência guiada por sua própria disciplina e compaixão em relação aos outros. A disciplina que é empática, amorosa e respeitosa fortalece a conexão entre os pais e seus filhos, enquanto que a disciplina dura ou que abusa na punição enfraquece esta conexão. Lembre-se que o objetivo final é ajudar a criança a desenvolver o autocontrole e a autodisciplina.

OS PERIGOS DA DISCIPLINA TRADICIONAL

  • Disseminar medo nos filhos não tem propósito algum, e cria sentimentos de vergonha e humilhação. O medo já se demonstrou como um fator que leva a um risco maior de comportamento anti-social no futuro, incluindo a prática de crimes e abuso de substâncias
  • Estudos mostram que bater ou aplicar outras técnicas de disciplina física podem criar problemas emocionais e comportamentais
  • A disciplina dura e física ensina aos filhos que a violência é a única maneira de resolver problemas
  • Disciplinas controladoras, ou manipuladoras, comprometem a confiança entre pais e filhos, e prejudicam os vínculos
  • É um sinal de força e crescimento pessoal quando os pais examinam suas próprias experiências na infância e como elas podem impactar negativamente na criação de seus filhos, buscando ajuda se eles não conseguirem praticar a disciplina positiva

UMA ABORDAGEM MAIS GENTIL PARA A DISCIPLINA

  • A disciplina positiva começa no nascimento. Os laços de apego e confiança são formados quando os pais atendem consistentemente e amorosamente às necessidades do bebê, tornando-se a fundação da disciplina
  • A disciplina positiva envolve o uso de técnicas como prevenção, distração, e substituição para guiar gentilmente os filhos para longe do perigo
  • Ajude seu filho a explorar com segurança, vendo o mundo através de seus olhos, e demonstrando empatia enquanto ele experimenta as consequências naturais de seus atos
  • Tente entender a necessidade por trás de um determinado comportamento do seu filho. Eles frequentemente demonstram seus sentimentos através do comportamento
  • Resolva os problemas junto do seu filho, de maneira que a dignidade de todos permaneça intacta
  • Entenda o comportamento apropriado de acordo com o desenvolvimento do seu filho, e adapte a maneira com que você guia amorosamente seu filho, de modo que suas necessidades e temperamentos sejam atendidos
  • Os filhos aprendem através de exemplos, então é importante esforçar-se para oferecer um modelo com ações e relacionamentos positivos dentro da família e em interações com outras pessoas
  • Quando os pais reagem de uma maneira que sentimentos de tensão, raiva ou mágoa são criadas, eles podem reparar quaisquer danos na relação, desde que dediquem tempo para reconectar e pedir desculpas mais tarde

AS FERRAMENTAS PARA A DISCIPLINA POSITIVA

Esta não é uma lista completa, e algumas técnicas descritas podem não ser adequadas para alguns filhos de idade ou temperamentos específicos. Por favor, entre em contato com um Líder API mais próximo de você para maiores informações sobre estas ferramentas.

  • Mantenha um relacionamento positivo
  • Use a empatia e o respeito
  • Pesquise sobre disciplina positiva
  • Entenda a necessidade não atendida
  • Trabalhe em conjunto para obter soluções
  • Seja proativo
  • Entenda as habilidades de desenvolvimento do seu filho
  • Crie um ambiente que propicie o “sim”
  • Aplique a disciplina através de brincadeiras
  • Mude as coisas para melhor
  • Fale sobre fatos, ao invés de ordens
  • Evite rotular
  • Faça pedidos usando afirmativas
  • Permita que aconteçam consequências naturais
  • Elogie com cuidado
  • “Use” o tempo, ao invés de “pedir” tempo
  • Use o tempo, também como pais
  • Converse com o seu filho, antes de intervir
  • Não obrigue seu filho a pedir desculpas
  • Dê conforto primeiro ao filho machucado
  • Ofereça escolhas
  • Seja sensível a fortes emoções
  • Pondere cuidadosamente, antes de impor a vontade dos pais
  • Use consequências lógicas com moderação e com compaixão
  • Use incentivos criativos com filhos mais velhos

Aprender a usar a disciplina positiva pode não ser fácil para muitos pais, especialmente se eles foram criados em um ambiente mais tradicional e autoritário. É por isso que é tão importante ir a grupos de apoio da API, conversar com outros pais, ou procurar ajuda profissional.

MANTENDO O EQUILÍBRIO ENTRE A VIDA PESSOAL E FAMILIAR

Encontrar o equilíbrio envolve garantir que as necessidades de todo mundo — e não só as do seu filho — sejam reconhecidas, valorizadas e atendidas, sempre que possível. Num mundo ideal, todas as necessidades de todos os membros da família são sempre atendidas, todos são felizes e saudáveis, e a família está em perfeito equilíbrio. No mundo real, a vida familiar de ninguém é equilibrada o tempo todo. Não é incomum que, às vezes, os pais sintam-se desequilibrados. Os pais que praticam a criação com apego sempre buscam por maneiras criativas de encontrar equilíbrio entre suas vidas pessoais e a vida familiar.

EQUILÍBRIO É A FUNDAÇÃO SOBRE A QUAL O VÍNCULO CRESCE

  • Quando em equilíbrio, os membros da família são mais capazes de ser emocionalmente compreensíveis
  • A melhor defesa contra sentir-se isolado é olhar para fora e criar uma rede de suporte na sua comunidade
  • As necessidades dos filhos devem ser uma prioridade, e quanto mais jovem o filho, mais intensas e imediatas são suas necessidades. Mesmo assim, ele é uma parte daquilo que envolve a família como um todo, incluindo as necessidades dos pais (como indivíduos e como casal) e dos irmãos

DICAS PRÁTICAS PARA MANTER O EQUILÍBRIO

  • Aproveite o hoje, e aceite o fato de que ter filhos muda as coisas
  • Trace metas realísticas
  • Priorize pessoas a coisas
  • Não tenha medo de dizer “não”
  • Transforme deveres de pais que são “desagradáveis” em coisas agradáveis
  • Seja criativo para encontrar maneiras de ter um tempo a dois
  • Reserve um tempo para si mesmo
  • Busque ajuda de terceiros para tarefas
  • Coma alimentos saudáveis
  • Pratique exercícios regularmente
  • Tire sonecas
  • Cuide de você
  • Evite sobrecarregar sua agenda
  • Procure maneiras de tornar as tarefas rotineiras mais fáceis
  • Saia de casa
  • Siga seu coração e escute o seu bebê

DICAS PARA AJUDAR AS NOVAS MÃES

Uma mãe de primeira viagem pode ficar tão envolvida nos cuidados com o seu bebê, que ela não reconhece suas próprias necessidades até que ela se encontre em dificuldades físicas ou emocionais.

  • Seja paciente e sensível
  • Digam coisas positivas um ao outro, todos os dias
  • Seja grata
  • Ouça com empatia

DICAS PARA O EQUILÍBRIO COM O FILHO MAIS VELHO

  • Traga um amigo ou ajudante da mãe para as atividades
  • Evite sobrecarregar sua agenda
  • Passe tempo apenas ficando juntos
  • Desenvolva tradições familiares
  • Faça “encontros” de pais e filhos
  • Crie as noites de família
  • Resgate hobbies e interesses

DICAS PARA LIDAR COM PAIS EXAURIDOS

Reconheça os sinais de exaustão. A exaustão é a resposta física, emocional e mental aos altos níveis de stress. Os pais podem sentir-se extremamente cansados, desgastados, e física, emocional e mentalmente esgotados. Eles também podem sentir-se sobrecarregados, desvalorizados, com raiva, ressentidos, impotentes, sem esperança, drenados, frustrados, isolados, anti-sociais, insatisfeitos (como se tivessem falhado), indiferentes e desmotivados. Os pais que passam por essas emoções devem buscar ajuda imediatamente!

  • Faça o resgate do equilíbrio uma prioridade HOJE
  • Cultive amizades com outros pais que pratiquem criação com apego
  • Simplifique e deixe coisas desnecessárias de lado
  • Respire fundo frequentemente
  • Use yoga, meditação, ou visualização
  • Busque aconselhamento profissional
  • Lembre-se que “isso também passará”