Quem realmente importa?

"A forma como as pessoas reagem à birra dos nossos filhos, tem muito mais a ver com a história e infância delas, do que sobre o comportamento das crianças."

Num momento de birra, as pessoas em volta vão esperar uma resposta violenta, porque era isso que recebiam na infância. Precisamos escolher: atender as necessidades dos nossos filhos ou as expectativas alheias. Quebrar o ciclo de violência não é fácil, mas é necessário e possível.

Acho que o momento que mais coloca à prova a nossa decisão de educar com afeto, respeito e sem violência, é quando nossos filhos fazem birra em público e precisamos lidar não apenas com o descontrole da criança, mas com o olhar julgador à nossa volta.

Por isso precisamos estar muito conscientes de que a birra faz parte do desenvolvimento da criança e que isso não tem a ver com o nosso valor como pais, nem com a forma com que educamos.

Além disso, a forma como as pessoas reagem à birra dos nossos filhos, tem muito mais a ver com a história e infância delas, do que sobre o comportamento das crianças.

Então, vale um lembrete de quem importa, de fato, nesse momento.

Não acho que seja fácil ignorar os olhares julgadores, mas precisamos quebrar o ciclo de violência para que as novas gerações não precisem passar por isso também.

Foto de Thiago Queiroz

Thiago Queiroz

Psicanalista, pai de quatro filhos, escritor, palestrante, educador parental, host dos podcasts Tricô e Pausa pra Sentir (dentre outros), autor dos livros "Queridos Adultos", "Abrace seu Filho", "A Armadura de Bertô" e "Cartinhas para meu pai", participou também do documentário internacional "Dads".

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