A Transformação Pela Sensibilidade – Relato de Pai

"Esse é o relato de como a paternidade de um leitor do blog se transformou, quando ele passou a aceitar a sensibilidade do cuidar de filhos."
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O Marcos Melo é um pai leitor que enviou gentilmente um texto para mim no final do ano passado e, claro, eu precisava publicar no blog! Demorei muito para conseguir postar esse relato, mas antes tarde do que nunca, né?

Essa é a história de como um pai pode se transformar através da sensibilidade, quando se abre para novas experiências dentro da paternidade. É a história, também, de como sempre há tempo para mudar e construir novas histórias com os nossos filhos.

E você? Tem também uma história para contar? Deixe a sua nos comentários!


Meu nome é Marcos, tenho 35 anos e sou casado há três anos e meio com a Cláudia. Somos pais da linda e maravilhosa Maria Fernanda de 2 anos e 3 meses.

Minha experiência com a criação com apego não se iniciou da forma que deveria, ou seja, eu poderia ter descoberto seu blog antes da minha princesinha nascer, mas enfim nunca é tarde para ser feliz, já dizia o povo.

Vamos à história. Desde minha adolescência, tinha a enorme vontade de ser pai, e quando descobrimos a gravidez da minha esposa, eu quase explodi de tanta alegria. Participei de todas as etapas, fui em 95% das consultas e exames pré-natais, pesquisei sobre tudo: móveis, cadeirinhas de segurança para carro, roupas, o que bebês fazem nos primeiros meses e, para me precaver de algumas situações, fiz um curso de primeiros cuidados com o bebê, junto com a Cláudia.

Quando ela nasceu, fui eu quem deu os primeiros banhos em casa, e eu me sentia um pai realizado, porque estava fazendo meu papel de pai. Entretanto, alguns meses depois, as flores começaram a virar espinhos, pois conforme relata bem o psicólogo Alexandre Coimbra no texto dele, as origens patriarcais reinavam ainda dentro de mim, e então eu comecei com aquelas idiotices de falar mais alto (vulgo gritar) com a minha pequena, achando que o problema dela era pura manha de criança.

E foi assim até que, por volta dos 7 ou 8 meses de idade, comecei a ser rechaçado por ela, que só ficava nos meus braços se não tivesse mais ninguém conhecido dela em volta. E quando eu a segurava, podia perceber que ela não se sentia bem.

Em certo momento, minha esposa me indicou o seu blog, dizendo que tinha coisas legais, e que isso poderia me ajudar com a Maria Fernanda. Foi a partir deste momento que comecei a ler seus posts e relatos, e resolvi testar tudo aquilo. O mais incrível é que, com poucas atitudes que comecei a praticar, na questão do amor incondicional, de ser empático com ela e tentar entender o que ela precisava ou o que estava sentindo, a mudança começou a aparecer em questão de semanas.

Desde então, acredito e indico para aqueles que têm disponibilidade de ouvir que eu e minha esposa sim, praticamos a criação com apego e digo mais: vale a pena! Lembro que um dos textos que mais me chamou a atenção foi O Poder da Empatia — Um Relato Sobre Como Ajudar Nossos Filhos em Momentos Difíceis, e a partir deste texto comecei a praticar com afinco o que eu lia.

Hoje, tenho o prazer de dizer que a nossa sintonia emocional é enorme, a confiança que ela demonstra ter em mim e na mãe não tem preço, e ela é sim uma criança independente, feliz, de riso largo e fácil. Ao mesmo tempo, voz firme e abraços carinhosos nas horas exatas nunca faltaram e digo com satisfação: nunca sequer demos uma palmada nela e nem ela sabe o que é castigo, mas minha vida como pai mudou, sim, graças à minha mudança de atitude e sua ajuda através do blog.

Para finalizar, a última que pratiquei com ela foi que na quarta, dia 04/11/2015: ela ganhou um pacote pequeno de pipoca doce e queria comer, mas eu e minha esposa queríamos que ela tomasse a vitamina de frutas que damos para ela à noite. Depois de insistentes 10 minutos, lembrei do seu texto É Importante Ceder e ela comeu a pipoca. Dormiu a noite toda e no dia seguinte tomou um excelente café da manhã.

Somente para acrescentar, desde o nascimento, praticamos a cama compartilhada e hoje ela tem semana que dorme no berço, mas tem dias que dorme conosco, mesmo depois de desmamar (que ocorreu há 2 meses) mas a vida continua, e fazemos questão de aproveitar cada segundo junto dela, porque depois que bater a asa, aí só as lembranças e os pequenos momentos de chamego é o que restarão.

Abraços e obrigado pela oportunidade!

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Thiago Queiroz

Thiago Queiroz

Sou Thiago, marido e pai. Também sou outras coisas, mas praticante mesmo, só marido e pai. Meus filhos, Dante, Gael e Maya, nasceram em casa e, desde o nascimento do Dante, mergulhamos no ativismo pelo parto e pela criação com apego. Hoje, sou líder do grupo de apoio para criação com apego: API Rio, e também educador parental certificado para disciplina positiva.
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